18 outubro, 2013

Senti o coração a bater mais rápido quando vi no ecrã do telemóvel "chamada recebida de..." e o teu nome estava lá, com a tua fotografia. Achei que estava a alucinar, então pisquei os olhos e afastei um pouco o telemóvel para ter mesmo a certeza de que eras tu. Não estava a alucinar. Atendi, com medo, mas contive-me. Caiu-me tudo quando desligaste. Liguei-te de volta, e mais uma vez me senti mal quando desliguei. Recebi uma mensagem tua. Fui ter contigo. Como era de esperar, uma mini discussão, ou lá que raio foi aquilo, virei as costas e vim embora, a última coisa que te disse foi "Deves estar a brincar comigo..." não sei como tive coragem para o fazer, foi a primeira vez que fiz isso a alguém. Já não sabia o que pensar, e os nervos eram tantos que estava com uma vontade de partir tudo o que estava à minha frente. Entrei no autocarro e sentei-me ao lado de uma amiga que já não via à imenso tempo. Apenas lhe disse olá, e nada mais. Saí do autocarro e estava a chover bastante, não tinha guarda chuva, tirei o casaco e meti-o na cabeça. Não estava com pressa, até porque adoro andar à chuva quando sei que que vou chegar a casa e me vou enfiar na banheira e depois cama. Fui para casa e fiquei cá fora, voltei a ligar-te para tentar perceber o que se tinha passado naqueles dois minutos, nem tanto. Discutimos, para não variar. Confesso que tinha saudades de ouvir a tua voz, mesmo que estivesses irritada, como estavas. Tal como eu. Não percebo porque todos os dias sinto a mesma coisa, "não me posso desprender de ti quando estou mais presa que nunca", são palavras que nunca esqueci, e lembro-me delas todos os dias. Quando te vejo dá-me um aperto. Estou farta destas andanças, estou mesmo, tanto nos queremos ir embora, como não queremos aceitar isso. Nunca perdoei tanta coisa a alguém, nunca percebi bem a nossa amizade, nunca entendi bem o sentimento que nutrimos uma pela outra. Eras a minha irmã, mas quando digo isso, eras mesmo. Nunca duvides disso. Agora a vida é que dá umas voltas do caraças e deixa tudo de pernas para o ar. Parece que quanto mais tentamos recompor, a chuva deita tudo abaixo. Estou triste. Estou deprimida. Estou magoada. Estou cansada. Gosto muito de ti.

2 comentários:

  1. Não fiques assim :/
    R: Claro que sei :) Oh.. Talvez, mas de resto a ninguém.

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